[IOVIS DIES] Hino Homérico a Zeus 

[IOVIS DIES] Quinta-feira, Dia de Júpiter.

Ζῆνα θεῶν τὸν ἄριστον ἀείσομαι ἠδὲ μέγιστον, 

εὐρύοπα, κρείοντα, τελεσφόρον, ὅστε Θέμιστι 

ἐγκλιδὸν ἑζομένῃ πυκινοὺς ὀάρους ὀαρίζει. 

ἵληθ᾽, εὐρύοπα Κρονίδη, κύδιστε μέγιστε.

Cantarei Zeus, o maior e mais nobre dos deuses,

o eloquente, mestre, o que traz plenitude, que a Têmis,

sentada ao seu lado, inclina-se e conversa com perspicácia.

Seja auspicioso, eloquente filho de Cronos, o maior e mais honrado!
Hino Homérico a Zeus. Tradução de Bia Gratti.
Imagem: Jupiter Ammon. Séc. I d.C. Roma.

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Aprenda Latim e Grego Clássico em 2017!

http://www.litterae.com.br

Feliz 2017!

ΥΓΕΙΑ – Saúde

ΖΩΗ – Vida

ΧΑΡΑ – Alegria

ΕΙΡΗΝΗ – Paz

ΕΥΘΥΜΙΑ -Bom ânimo

ΕΛΠΙΣ – Esperança

São os votos da Litterae e deste mosaico grego que está no Museu Britânico! 🙂 

Para que estudar Latim e Grego Clássico?

A verdade saindo do poço, de Edouard Debat-Ponsan, 1898.

 

Pra que estudar latim e grego clássico?

 

Sempre me causa uma certa angústia quando me perguntam pra que serve aprender latim e grego clássico, já que são línguas que não são mais faladas. Sempre acabo respondendo “para ler as obras escritas nessas línguas!” 🙂

A verdade é que eu morro de vontade de responder algo do tipo:

Meu querido, eu ainda não sei nem pra que serve a vida na Terra! Não sei por que cargas d’agua uma mólecula se juntou a outra molécula no meio do oceano há milhões de anos atrás e começou a se reproduzir dando origem à vida, não sei pra que é que em dado momento uma criatura aquática resolveu botar o nariz pra fora de seu habitat e serpentear mundo afora, se transformando até virar ser humano! Não sei, não sei!

E aí, misturando os pra quês com os porquês, eu me recordo de uma aula de sintaxe latina sobre orações subordinadas causais e finais, sobre como a ideia de finalidade e de causa são intercambeáveis. Em príncípio, são a mesma coisa!

Lembro também que em grego a marca de futuro é uma desinência desiderativa, ou seja, o futuro é uma expressão de um desejo que ocorre no momento presente. Em português, o futuro se constrói com o verbo haver. Para nós falantes de português, falar sobre o futuro é, em princípio,  falar sobre aquilo que existe, aquilo que é. Aquilo que existe e aquilo que é agora!

Tudo que sei é que não faço a menor ideia de como responder satisfatoriamente a essa dúvida de maneira clara e sucinta. Mas se posso afirmar alguma coisa, é que todas essas (viagens) reflexões e tantas outras me ocorrem e ocorrem assim porque eu estudo latim e grego clássico. E é pra isso que eu estudo essas línguas.

“Eu já não sei se sei

De nada ou quase nada

Eu só sei de mim

Só sei de mim

Só sei de mim…” (Secos e Molhados)

Uma vez que a pergunta pra que serve estudar latim e grego clássico revela uma certa preocupação com o futuro e que o futuro é um desejo que existe no momento presente, responderei a sua pergunta com outra pergunta: você quer aprender latim e grego clássico?

A juventude de Baco, de William-Adolphe Bouguereau, 1884. Baco é o princípio da vida, a vontade.

Em caso de vontade em aprender uma dessas línguas, clique aqui!

Mas caso não queira:

Comamos, bebamos, sejamos felizes. Primeiro viver! Depois filosofar! 😉

 

PS: Será que as pessoas querem a verdade? Ou é melhor fazer como os homens na pintura que abre esse post e jogar a verdade no fundo do poço?