Carpe diem!

Muitas pessoas têm seu primeiro contato com a língua latina através da expressão carpe diem, muitas vezes traduzida como “aproveite o dia”. Creio que tal expressão  tenha se tornado popular com o filme Sociedade dos poetas mortos, de 1989, dirigido por Peter Weir. A expressão é retirada de uma das odes de Horácio (Quintus Horatius Flaccus, 65 – 8 a.C.), a ode 11 do primeiro livro (ode 1.11):

Tu ne quaesieris (scire nefas) quem mihi, quem tibi

finem di dederint, Leuconoe, nec Babylonios

temptaris numeros. Vt melius quicquid erit pati!

Seu pluris hiemes seu tribuit Iuppiter ultimam

quae nunc  oppositis debilitat pumicibus mare

Tyrrhenum, sapias, uina liques et spatio breui

spem lomgam reseces. Dum loquimur, fugerit inuida

aetas: carpe diem, quam minimum credula postero.

Não procures saber (é sacrílego) que fim os deuses

darão a mim e a ti, ó Leucônoe, nem tentes os números

babilônios. Como será melhor suportar o que quer que venha a ser!

Se Júpiter concedeu mais invernos ou se o último

que agora quebra no mar Tirreno em suas rochas opostas,

saboreia, filtra os vinhos e retire num espaço breve

a grande esperança. Enquanto falamos foge o invejoso

tempo: aproveita o dia, confia o mínimo no dia de amanhã.

(Trad. Beatris Gratti)

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