Vigília de Vênus (trecho traduzido)

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A Vigília de Vênus (Peruigilium Veneris) é um poema mitológico, um hino à beleza e ao amor.  composto entre os séculos II e III da era Cristã,  de autoria desconhecida. Abaixo segue o texto original e a tradução de uma de suas estrofes.

 

Cras amet qui numquam amavit quique amavit cras amet!

Ipsa Nymphas diva luco jussit ire myrteo:
It puer comes puellis: nec tamen credi potest
Esse Amorem feriatum si sagittas vexerit.
Ite, Nymphae, posuit arma, feriatus est Amor

Iussus est inermis ire, nudus ire iussus est,
Neu quid arcu neu sagitta neu quid igne laederet.
Sed tamen, nymphae, cavete, quod Cupido pulcher est:
Totus est in armis idem quando nudus est Amor.

Cras amet qui numquam amavit quique amavit cras amet!

“Ame amanhã quem nunca amou e quem já amou ame amanhã!

A própria Deusa ordenou às Ninfas irem ao bosque de mirto:

O Garoto acompanha as garotas;  mas não se pode confiar que o Amor esteja de férias,  se ele carrega as flechas.

Vão, Ninfas, ele largou as armas, o Amor está de férias!

Ele foi ordenado a ir desarmado, a ir nu ele foi ordenado.

Para que não machucasse nem com o arco, nem com as flechas e nem com o fogo.

Contudo, Ninfas, tomem cuidado, pois o Cupido é belo:

Ele está completamente armado até mesmo quando está nu!

Ame amanhã quem nunca amou e quem já amou ame amanhã!”

 

Tradução  por Bia Gratti,  22 de abril de 2016.

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